Neste artigo, exploramos o que acontece psicologicamente quando se deixa o mercado de trabalho e como se preparar melhor para encontrar novo sentido, estrutura e alegria no dia a dia.

O trabalho como identidade

Ao longo da vida, o trabalho tem sido, para a maioria, muito mais que apenas uma fonte de rendimento. Foi um lugar onde se tinha um papel, fazia parte de uma comunidade social e se recebia reconhecimento. Para muitos, o trabalho torna-se parte integrante da sua identidade.

Quando de repente já não é necessário ir ao trabalho, pode parecer, para alguns, uma perda de identidade. Quem sou eu, se já não sou professor, artesão ou gestor? Estudos mostram que a perda da estrutura diária e da rede social no local de trabalho pode ser um dos maiores desafios da reforma.[1]

É normal sentir uma certa sensação de vazio ou tristeza no início. O importante é reconhecer esses sentimentos e dar-se tempo para se ajustar à nova realidade.

Sabia que? Até 100.000 idosos dinamarqueses com mais de 65 anos sentem-se solitários ao ponto de isso afetar a sua qualidade de vida. A solidão não é inevitável – mas exige um esforço ativo para evitá-la.

Bem-estar e saúde mental na vida sénior

Uma recente revisão europeia, baseada em estudos de 1998 a 2024, mostra que a reforma geralmente tem um impacto positivo no bem-estar – mas isso depende em grande parte de como a transição é gerida.[2] Factores como expectativas, preparação e fortes laços familiares desempenham um papel fundamental na saúde mental.

Outros estudos indicam que reformados com uma renda média costumam observar uma melhoria significativa na sua saúde mental após a reforma, enquanto mulheres solteiras com baixa renda podem ser um grupo particularmente vulnerável.[3]

 

O bem-estar na reforma depende mais da segurança económica e de fortes relações familiares do que apenas do facto de ter parado de trabalhar.

Para garantir uma boa transição mental, é essencial focar-se em três áreas principais:

  1. Nova rotina diária: Durante toda a vida, outros controlaram o nosso tempo. Agora, deve criar a sua própria estrutura.
  2. Relações sociais: O ambiente social do local de trabalho deve ser substituído por outros espaços sociais.
  3. Atividades significativas: Sentir-se útil e empenhado em algo que tenha valor.

Como criar uma boa transição

A Direção-Geral da Saúde destaca que a preparação é a chave para uma boa transição para a vida sénior.[4] Aqui estão quatro conselhos práticos sobre como proceder.

1. Estabelecer uma nova rotina diária

Inicialmente, pode ser adorável deixar o tempo passar e dormir até tarde todos os dias. Mas para muitos, isso pode tornar-se frustrante com o tempo. É uma boa ideia adotar uma nova rotina que talvez se assemelhe um pouco à semana de trabalho. Levante-se a horas semelhantes e use atividades e compromissos para estruturar sua semana, em vez de horários de trabalho.

2. Cultivar relações sociais

Sem a convivência diária com os colegas, deve fazer um esforço ativo para manter e criar novas relações sociais. Pode ser com antigos amigos ou novos grupos na comunidade local. Muitos encontram grande satisfação em envolver-se num trabalho voluntário, que faz diferença para os outros e insere-se numa nova rede social.

3. Mantenha-se fisicamente ativo

A saúde física e mental estão intimamente ligadas. Quando o seu trajeto diário de bicicleta até ao trabalho desaparecer, é importante encontrar outras formas de manter o corpo ativo. Não precisa ser um treino extenuante; caminhadas diárias, jardinagem ou um mergulho na piscina fazem uma grande diferença no humor e na energia.

Se as pernas já não são o que eram, hoje existem muitos auxiliares que facilitam a manutenção da atividade. Um bom andarilho ou bengala dobrável pode oferecer o suporte e a segurança necessários para sair e participar de eventos sociais. Para aqueles que têm dificuldade em sair, um mini pedal exercitador para uso doméstico pode ser uma excelente forma de manter a circulação e os músculos ativos – enquanto está sentado na sua poltrona favorita.

Mini pedal exercitadores para uso doméstico

Mantenha-se ativo a partir do sofá ou cadeira. Um mini pedal exercitador fortalece as pernas e o sistema circulatório, ideal para dias em que é difícil sair de casa. Disponível em modelos analógicos e digitais.

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Bengalas dobráveis

Ofereça a si mesmo suporte e segurança em passeios e excursões. As nossas bengalas dobráveis são leves, ajustáveis em altura e disponíveis em muitos designs atractivos.

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4. Encontre novo significado

Onde antes o significado podia ser dado pelo trabalho e criação dos filhos, agora deve criá-lo novamente. Pode ser aprofundar-se numa paixão que nunca teve tempo, aprender uma nova língua ou cuidar mais dos netos. O importante é envolver-se em algo que tenha significado para si – e que faça a diferença para outros.

Boa dica O trabalho voluntário é uma das formas mais eficazes de criar novo significado e relações sociais. Organizações como Ældre Sagen, Cruz Vermelha e muitas associações locais procuram continuamente voluntários de todas as idades. Não custa nada dar o primeiro passo.

Um novo começo

A transição para a vida de reformado não é um fim, mas um novo começo. É uma fase da vida que oferece enorme liberdade e a possibilidade de moldar o dia-a-dia exatamente como se deseja. Ao preparar-se mentalmente, criar uma nova estrutura e manter-se ativo – social e fisicamente – pode criar um alicerce para uma vida sénior rica e significativa.

Referências

  1. Kristeligt Dagblad. (2017). A perda de identidade pode afetar fortemente os reformados. kristeligt-dagblad.dk
  2. Psykiatrifonden. (2025). A reforma pode aumentar o bem-estar – mas a transição desempenha um papel importante. psykiatrifonden.dk
  3. Videnskab.dk. (2025). A reforma afeta a saúde mental de forma diferente: Estes grupos são particularmente vulneráveis. videnskab.dk
  4. Sundhedsstyrelsen. Comece bem a vida de sénior – 10 bons conselhos. sst.dk