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O que são dores crónicas? Bons conselhos e conhecimento

Em Portugal, cerca de 1 em cada 5 adultos vive com dores que persistem por mais de 6 meses. A principal causa das dores crónicas são doenças nas articulações, costas e músculos.

As dores crónicas são uma experiência subjetiva e mais complexa do que as dores agudas. Não há um tratamento único que funcione para todas, pois cada pessoa percebe, sente e reage de maneira única, mesmo quando enfrenta a mesma situação.

A dor, como tudo o que experienciamos, é produzida e processada no cérebro. Se cairmos e nos magoamos, sentimos dores devido a uma lesão. Se continuarmos a sentir dores 6 meses depois, não é devido a uma lesão nos tecidos. Isso não significa que não sentimos dor, mas sim que há uma causa diferente para a dor que sentimos. Diversos fatores, como a nossa biologia, psicologia e ambiente social, contribuem para a nossa experiência pessoal de dor.

A dor é uma experiência consciente e desagradável, produzida pelo cérebro/indivíduo, quando a soma de todas as informações disponíveis sugere que é necessário proteger-se.

– Professor Lorimer Moseley

Compreendendo esta realidade, podemos encontrar boas soluções para tratar dores, e isso não se limita apenas a medicamentos e cirurgias.

5 dicas para lidar com dores crónicas:

  • Busque ter um sono reparador. A dor e o cansaço formam um ciclo vicioso. Quando estamos cansados, percebemos mais a dor.
  • Esteja, sempre que possível, fisicamente ativo. O exercício físico alivia a dor, pois, ao movimentar-se, o cérebro libera substâncias (hormônios) que têm efeito analgésico.
  • Evite, sempre que puder, medicação viciante. Isso pode dificultar a prática de atividades físicas e a vida social, já que, por exemplo, a capacidade de conduzir não é compatível com o uso de medicamentos viciantes.
  • É muito útil combinar treino físico com exercícios de respiração. Respirar é essencial para todos, mas isso não significa que o fazemos corretamente. Exercícios respiratórios contribuem para trazer tranquilidade interior e reduzem as dores.
  • Encontre ferramentas que aliviem as suas dores específicas. Existem várias, como almofadas, bandagens para artrite e suportes, disponíveis em lojas especializadas.

Exemplo da vida real:

A minha paciente Ida (nome fictício) sofre de dores crónicas nas costas. Devido a isso, o médico receitou-lhe Tramadol, um analgésico opióide viciante. Ida tem dificuldade em andar e, por muito tempo, precisou apoiar-se em objetos para se deslocar. Ela também tem tendência a cair em casa, e foi devido a isso que passei a atuar como sua enfermeira particular.

Como Ida continua a sofrer muito, mesmo usando medicamentos viciantes, iniciamos um desmame desse tratamento sob a supervisão do médico e minha, pois parece que a medicação não está a funcionar. Paralelamente, iniciamos treinos de reabilitação focados na postura corporal e na melhoria da mobilidade. Os tapetes da casa foram fixados no chão, um andarilho foi adquirido para um andar mais ereto, e os calçados adequados foram comprados para ajudar Ida a dar passos corretos novamente.

Hoje, Ida já não usa medicamentos viciantes, anda ereta com a sua rollator e não se queixa tanto das suas dores crónicas. As dores ainda existem, mas não são mais incapacitantes. Aprender a viver uma vida plena com dores crónicas pode ser uma longa jornada, mas com a ajuda profissional certa e as ferramentas adequadas, é possível para muitos!

*Ida autorizou a partilha da sua história de sucesso.

Para mais informações sobre dores crónicas (e soluções!) pelo investigador Lorimer Moseley, veja este vídeo:

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Sobre a Seidler Private Care

A Anette Kjær Seidler está à frente da Seidler Private Care e oferece cuidados de enfermagem privados ao domicílio, personalizados para cada indivíduo.

A empresa coloca uma forte ênfase em qualidade, segurança e confiança, assegurando cuidados profissionais comprovados e colaborando estreitamente com pacientes e familiares para garantir uma experiência tranquila e segura.

Os cuidados abrangem tanto apoio imediato como acompanhamento de longo prazo, conforme as necessidades de cada paciente.